quinta-feira, 7 de junho de 2007

Deu no Jornal a Tarde

Colegas,
Folheando - ou deveria dizer - "futucando" o site do jornal a tarde desta quinta feira, encontrei uma reportagem que me interessou.

Ao lê-la, reparei em um pequeno mas importante erro que poderão facilmente perceber abaixo.

Tive a "ousadia" de mandar uma correção, a qual publico logo abaixo da dita reportagem.
Espero que concordem comigo....

"07/06/2007 20:28

Canadense supera deficiência e viaja de moto da Colômbia a Salvador


Marta Erhardt

“Meu plano é conhecer o mundo todo antes de morrer”. Esse é o ideal do canadense Thomas Fitterer, de 45 anos, que mesmo com um braço paralisado viaja com uma moto 83 pela América Latina. O aventureiro chegou em Salvador na quarta-feira, 6, onde vai ficar durante quatro dias.

Há um mês e meio no Brasil, antes de chegar à capital baiana, o canadense passou por Foz do Iguaçu, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Chapada Diamantina. Depois da estadia na Bahia seguirá viagem pela costa brasileira até Belém, de onde pega um barco para Manaus, segue para Venezuela e Colômbia, onde vai vender a moto e comprar uma passagem de volta para o Canadá.

A previsão é que a viagem chegue ao fim em setembro deste ano. A aventura teve início em novembro de 2001, quando deixou o trabalho de quatro anos como guia turístico no Canadá. Fitterer partiu de ônibus para os Estados Unidos. Do Arizona seguiu de bicicleta, até o México. Após oito meses de passeios pelo país da América Central, decidiu ir para a Colômbia.

O dinheiro que consegui juntar para a viagem acabou e ele teve que trabalhar em Cali, na Colômbia, para conseguir angariar recursos e dar continuidade ao seu projeto de conhecer os países latinos. “Trabalhei como professor de inglês em um instituto e ensinei ciências em uma escola bilíngüe”, conta.

Foi nesta época que Thomas comprou uma mobilete. Com o veículo, chegava mais rápido ao trabalho e tinha facilidade para visitar vilarejos próximos à cidade nos finais de semana. Em 2005 comprou uma motocicleta XL 250, de 1983, e junto com uma namorada colombiana seguiu viagem.

Como tem o braço esquerdo paralisado, o aventureiro teve que adaptar o veículo. Assim, freio, embreagem, controles de luzes e acelerador ficam do lado direito. A paralisia no braço é resultado de um acidente de moto, sofrido em 1996, quando Thomas trabalhava como eletricista no Canadá. Mas ele diz que a limitação não supera a vontade de conhecer novos lugares “Com um braço só fico mais cansado e não ando em alta velocidade. Por isso consigo percorrer até 60 km por dia, em média”, explica.

Em seis meses de estrada, passou pelo Equador, Peru, Bolívia, Chile.A essa altura, os U$ 3 mil que tinha disponível já estavam no fim. Então arrumou emprego novamente, desta vez no Chile, onde trabalhou como guia turístico durante um ano. “É muito difícil juntar dinheiro na América Latina. Quando viajei para a Europa o dinheiro que conseguia em seis meses de trabalho era suficiente para viajar durante seis meses. Aqui tenho que trabalhar no mínimo um ano”, destaca.

Depois da parada no Chile, deu continuidade à viagem e partiu para a Argentina e Brasil, desta vez sem a namorada, com quem terminou o relacionamento. Até Salvador o canadense percorreu 42 mil quilômetros com a moto e acredita que com mais 15 mil encerra a empreitada. Como a moto é de 1983, às vezes quebra no caminho e é o próprio Thomas quem faz os reparos. “Já trabalhei como mecânico e, como a moto é velha, carrego algumas peças comigo”, revela.

Mas os problemas com pneu foram os mais recorrentes. Desde que partiu da Colômbia, há 2 anos, o pneu traseiro já furou 37 vezes. “A jante enferrujada soltava pedaços de ferro que furavam a câmara de ar. Até eu descobrir a causa foram 18 pneus furados”, contabiliza. “É perigoso porque perco o equilíbrio na moto. Mas nunca tive acidentes graves porque não ando em alta velocidade”, avalia.

O roteiro da viagem é traçado com a ajuda de um guia turístico para mochileiros, que mostra os lugares interessantes e baratos para serem visitados. “Sempre gasto o mínimo possível, por isso não compro souvenir dos lugares que visito. Não tenho espaço para guardar mais objetos e não posso gastar dinheiro com eles. Tenho uma boa máquina e tiro fotos que guardo de recordação”, conta.

Como sempre pensa em poupar dinheiro para ter mais tempo de viagem, o canadense ressalta o que o desagradou no Brasil. “Sem dúvida é o país mais caro para abastecer. A gasolina é muito cara aqui”, reclama. Fitterer recorda que na época em que viajava de bicicleta no México gastava U$7 por dia, já que não tinha que abastecer. O dinheiro era para comprar comida, que ele mesmo preparava. “Em uma caixa no bagageiro da moto levo minha barraca de camping e equipamentos para cozinhar em alguns lugares na estrada”, conta.

Percurso - A primeira viagem do canadense foi em 1986. Aos 27 anos deixou a terra natal e partiu para a Europa. Em dois anos e meio de viagem conheceu Polônia, Tchecoslováquia, Hungria. No Oriente Médio visitou a Turquia, Síria, Iraque, Jordânia, Israel, Egito. Para se manter, trabalhou no setor de construção, em uma empresa de familiares na Alemanha. “Só não conheci Portugal, por causa do roteiro, e a Inglaterra. Quero conhecer países com culturas diferentes. Na Inglaterra falam a minha língua e a cultura é muito parecida”, explica.

Com as experiências em outros países aprendeu duas novas línguas: alemão e espanhol. “Gosto de conhecer a língua dos lugares que visito. Faz parte da cultura de cada povo”, diz. As principais palavras de português que conhece estão anotadas em pequenos cartões que ele carrega no bolso. “Obrigado, socorro, por favor, desculpa, quanto custa”, enumera as que considera mais importantes.

Ao final desta viagem Thomas planeja ficar dois anos no Canadá com os pais, que já estão com idade avançada. “Minha mãe teve um problema cardíaco agora em janeiro e eu vou ficar um tempo com eles”, conta. Mas a parada será por pouco tempo, pois o canadense tem um novo projeto: viajar para a Ásia. “Quero conhecer Índia, China, Mongólia. Na verdade, sou viciado em viagem. Cada país tem algo único que adoro. Amo ver a diferença de pensamento entre as pessoas”, revela."



Pedido de correção enviado ao portal do jornal a tarde na internet.



Cara Sra. Marta Erhardt,

"Guia turístico" é um livro, folheto ou revista que trás informações turísticas sobre determinado local.

GUIA DE TURISMO é o profissional que deve participar de um curso de formação, ser aprovado em exame, ser sindicalizado e possuir cadastro, autorização e a credencial do Ministério do Turismo do Brasil.

Esta profissão, a propósito, é a única de todo o "trade turístico" reconhecida pelo Ministério do Trabalho.

Qualquer outra pessoa que se passe por Guia, estará COMETENDO CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA, EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO, entre outros.

Agradeço a atenção,

Roberto Camara Jr.

Diretor Cultural do Singtur - BA

Sindicato dos Guias de Turismo do Estado da Bahia

2 comentários:

Pavê com Kiwi disse...

Gostaria de parabenizar os criadores e mantenedores do blog. Realmente precisávamos de uma iniciativa desse porte.

*Também fiz comentário no Portal A Tarde sobre o uso incorreto do termo "guia turístico". Afinal, se não continuarmos a estabelecer essa diferenciação acabaremos por ser chamados em definitivo por "guias turísticos" em vez de "guias de turismo"...o que seria lamentável!

*Gostaria de fazer uma ressalva em relação ao blog. Ao clicar em um link para acessar outro 'site', o link deveria abrir nova "janela". Assim, continuaríamos a visualizar as informações do Singuitur Bahia.

Vida longa ao blog e espero que ele permeie uma maior coesão dos Guias de Turismo da Bahia.

Abs,
Pavê com Kiwi.

Unknown disse...

Caros colegas baiano

Outro dia no programa Hoje em dia da Tv Record também aconteceu isso,e pior quem estava sendo chamado de guia turístico era uma taxista que com orgulho fala dos passeios pelo Rio de Janeiro. Mandei um e-mail informando ao jornalista Britto Jr. o que era um guia turístico e o que é um Guia de Turismo bem como a lei que regulamenta a profissão e comentários sobre a condição do taxista fazer nosso papel....pedi resposta, mas até hoje......Será que isso é mêdo de errar? somos todos humanos......
Marisa Lima -Guia Regional RN