Museu do Recôncavo terá obras de revitalização
CRISTINA DE MORAES
cmoraes@grupoatarde.com.br
Fechado para visitação plena desde janeiro de 2000 por problemas de infra-estrutura, o Museu do Recôncavo Wanderley Araújo Pinho, situado no distrito de Caboto em Candeias, vai celebrar convênio com a Petrobrás para a realização de obras estruturais. O convênio contemplará o Projeto de Estabilização do Conjunto Arquitetônico do Engenho Freguesia – Museu do Recôncavo, e será assinado hoje, provendo recursos no valor de R$ 498 mil ao museu, que serão utilizados na recuperação do telhado e da rede elétrica, drenagem descupinização do imóvel.
Suas coleções contam com 216 peças entre mobiliário, paramentos, cerâmicas, imaginário, pinturas, objetos de tecnologia rural e industrial. “Por questões de segurança, transferimos todo o acervo para Salvador, onde podem receber o acondicionamento correto.
Paralelamente à captação de recursos para as obras de infra-estrutura, também estamos recuperando as peças do museu. Por exemplo, toda a coleção de imagens pertencentes à capela, datadas dos séculos XVII a XIX, já foi higienizada e descupinizada”, conta Maria de Fátima dos Santos, diretora do museu desde 2000.
Mesmo sem poder expor o acervo permanente, o Museu Wanderley Araújo Pinho continua a atrair visitantes interessados em apreciar suas qualidades arquitetônicas.
Fátima conta que, apenas no último mês de março, 105 pessoas estiveram no museu. Apesar de aparentar abandono, nos últimos quatro anos, a comunidade e a diretora têm realizado reuniões semanais para discutir os caminhos para alcançar a revitalização do museu. “Uma comissão formada por 80 pessoas das comunidades de Passé, Madeira, Matuim, Caboto, Ilha de Maré e Candeias participa de todas as decisões. O Engenho Freguesia faz parte da história deles“, conta Maria de Fátima.
REVITALIZAÇÃO Existe um outro projeto em tramitação no Ministério da Cultura, que no momento passa pela análise do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e visa o aporte de recursos no valor de 5,6 milhões de reais para a realização de obras no museu. “O Projeto de Preservação do Engenho Freguesia Museu do Recôncavo vai preparar o imóvel para receber de volta todo o acervo e, conseqüentemente, os visitantes. Baía de Todos os Santos, o Engenho Freguesia começou a funcionar no século 16 e teve suas instalações incendiadas durante a invasão holandesa, em 1624. O casarão e a capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, construídos depois do incêndio, datam do século XVIII. O engenho funcionou até o início do século XX, foi tombado em 1944 como patrimônio histórico e arquitetônico nacional e, em 1968, desapropriado pelo governo estadual para abrigar o Museu do Recôncavo Araújo Pinho, aberto ao público em 1971.
A casa grande do Engenho Freguesia é um dos raros exemplares conhecidos no País, de edifício residencial com capela contígua. A casa possui 55 cômodos distribuídos em quatro andares, sendo os dois primeiros parciais, devido à topografia do terreno, que apresenta um leve declive.Muito interessante é a cozinha, com coifas e chaminés de tipo alentejano.
Depois que a construção for restaurada, um dos desejos da comunidade é utilizar sua cozinha para a produção de doces e defumados para serem vendidos aos visitantes.
“Buscamos a revitalização do Museu do Recôncavo e sua auto-sustentabilidade. Para isso é preciso que gere emprego e renda.
Também pensamos na possibilidade da criação de um restaurante“, planeja Olga Amorim de Souza, 46, presidente da Coopaarc Cooperativa de Produção Agrícola Artística Regional de Candeias.
cmoraes@grupoatarde.com.br
Fechado para visitação plena desde janeiro de 2000 por problemas de infra-estrutura, o Museu do Recôncavo Wanderley Araújo Pinho, situado no distrito de Caboto em Candeias, vai celebrar convênio com a Petrobrás para a realização de obras estruturais. O convênio contemplará o Projeto de Estabilização do Conjunto Arquitetônico do Engenho Freguesia – Museu do Recôncavo, e será assinado hoje, provendo recursos no valor de R$ 498 mil ao museu, que serão utilizados na recuperação do telhado e da rede elétrica, drenagem descupinização do imóvel.
Suas coleções contam com 216 peças entre mobiliário, paramentos, cerâmicas, imaginário, pinturas, objetos de tecnologia rural e industrial. “Por questões de segurança, transferimos todo o acervo para Salvador, onde podem receber o acondicionamento correto.
Paralelamente à captação de recursos para as obras de infra-estrutura, também estamos recuperando as peças do museu. Por exemplo, toda a coleção de imagens pertencentes à capela, datadas dos séculos XVII a XIX, já foi higienizada e descupinizada”, conta Maria de Fátima dos Santos, diretora do museu desde 2000.
Mesmo sem poder expor o acervo permanente, o Museu Wanderley Araújo Pinho continua a atrair visitantes interessados em apreciar suas qualidades arquitetônicas.
Fátima conta que, apenas no último mês de março, 105 pessoas estiveram no museu. Apesar de aparentar abandono, nos últimos quatro anos, a comunidade e a diretora têm realizado reuniões semanais para discutir os caminhos para alcançar a revitalização do museu. “Uma comissão formada por 80 pessoas das comunidades de Passé, Madeira, Matuim, Caboto, Ilha de Maré e Candeias participa de todas as decisões. O Engenho Freguesia faz parte da história deles“, conta Maria de Fátima.
REVITALIZAÇÃO Existe um outro projeto em tramitação no Ministério da Cultura, que no momento passa pela análise do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e visa o aporte de recursos no valor de 5,6 milhões de reais para a realização de obras no museu. “O Projeto de Preservação do Engenho Freguesia Museu do Recôncavo vai preparar o imóvel para receber de volta todo o acervo e, conseqüentemente, os visitantes. Baía de Todos os Santos, o Engenho Freguesia começou a funcionar no século 16 e teve suas instalações incendiadas durante a invasão holandesa, em 1624. O casarão e a capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, construídos depois do incêndio, datam do século XVIII. O engenho funcionou até o início do século XX, foi tombado em 1944 como patrimônio histórico e arquitetônico nacional e, em 1968, desapropriado pelo governo estadual para abrigar o Museu do Recôncavo Araújo Pinho, aberto ao público em 1971.
A casa grande do Engenho Freguesia é um dos raros exemplares conhecidos no País, de edifício residencial com capela contígua. A casa possui 55 cômodos distribuídos em quatro andares, sendo os dois primeiros parciais, devido à topografia do terreno, que apresenta um leve declive.Muito interessante é a cozinha, com coifas e chaminés de tipo alentejano.
Depois que a construção for restaurada, um dos desejos da comunidade é utilizar sua cozinha para a produção de doces e defumados para serem vendidos aos visitantes.
“Buscamos a revitalização do Museu do Recôncavo e sua auto-sustentabilidade. Para isso é preciso que gere emprego e renda.
Também pensamos na possibilidade da criação de um restaurante“, planeja Olga Amorim de Souza, 46, presidente da Coopaarc Cooperativa de Produção Agrícola Artística Regional de Candeias.
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